sábado, 29 de junho de 2013

Sobre as provas escolhidas...



É muito difícil para o espírita explicar a quem não conhece a doutrina o porquê de tamanha disparidade de condições dos espíritos encarnados aqui na terra. Uns vivendo no gozo de quase tudo e outros em condições de existência terríveis. Assim sendo, segue-se uma explicaçãozinha simples baseada em “O livro dos Espíritos”...

1) Antes de nova existência corpórea (encarnação), o Espírito escolhe o  gênero de provas a que deseja se submeter;  nisto consiste o livre-arbítrio na escolha das provas. Entretanto, Deus, ao conceder ao Espírito (ainda desencarnado) a liberdade de escolha, deixa-lhe a responsabilidade dos seus atos e das suas conseqüências.

 2) Na escolha das provas, o Espírito desencarnado, via de regra, segue uma orientação: o desejo de sua própria evolução. Por isso, o Espírito não escolhe as provas menos penosas como pode parecer a alguns mais fácil. Liberto da matéria (quando desencarnado ou no plano espiritual), o Espírito não vê nas provas somente seu lado penoso ou mais agradável, mas sim um atalho que o faça alcançar mais rapidamente um estado melhor; como um doente que escolhe um remédio ou tratamento mais desagradável ou penoso para se curar mais rapidamente.

 3) A despeito do livre-arbítrio, Deus pode impor certa existência a um Espírito, quando este não estiver apto a compreender o que lhe seria mais proveitoso ou quando teimar sistematicamente na inércia. Daí então isso tornar-se expiação e não mais prova.

 4) O Espírito desencarnado escolhe o gênero das provas: os detalhes são conseqüências da posição escolhida e, freqüentemente, de suas próprias ações como encarnado. O Espírito, escolhendo um caminho, sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe que acontecimentos o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias.

 5) Por fim, o Espírito pode escolher provas que estejam acima das suas forças e então sucumbir. Por outro lado, pode escolher outras que não lhe dê proveito algum, como um gênero de vida ociosa, fácil e inútil (a fortuna, por exemplo). Nesses casos, voltando ao mundo espiritual (desencarnando), percebe que nada ganhou e pede para recuperar o tempo perdido.

6) O Espírito desencarnando e voltando ao plano espiritual – nosso plano verdadeiro – no momento adequado toma ciência dos erros e acertos de sua última encarnação aqui na terra. Percebendo todos os erros, desvios e males que cometeu logo vêm o arrependimento e a suplica a Deus por uma nova oportunidade para reparar os erros cometidos. A vontade de reparar os erros é tão grande, que muitos aceitam e até pedem condições e provas terríveis de existência aqui na terra.

Resumindo podemos afirmar que:

- Deus, em sua infinita bondade, justiça e sabedoria raramente nos impõe nada. Espera paciente e bondosamente que tomemos consciência dos nossos erros; só daí então nos permite escolher nossas provas. Prepara (junto conosco) carinhosamente nossa próxima encarnação e nos equipa com tudo aquilo que precisamos para superar as provas escolhidas. Assim se tornamos a falhar a nada nem ninguém podemos impor a culpa, a não ser a nós mesmos.

- Na terra, que presentemente é um orbe de provas e expiações, podemos afirmar, grosso modo, que: 95% dos espíritos encarnados estão em provas, uns 4% em expiações e talvez apenas 1% em missão.

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